Este artigo foi escrito por Inês Zenida, Produtora de Conteúdos na Miligrama
As redes sociais passaram a ocupar um lugar determinante na forma como se constrói e dissemina informação sobre saúde e ciência. Em Portugal, onde a utilização destas plataformas é massiva e transversal a diferentes gerações, a presença digital das instituições e organizações científicas deixou de ser acessória para se tornar estrutural.
Mais do que garantir visibilidade, estas plataformas afirmam-se como canais de mediação direta entre sociedades científicas, profissionais de saúde, jornalistas e cidadãos. Neste espaço dinâmico, onde a informação se propaga em tempo real e os temas de saúde mobilizam uma crescente atenção pública, a comunicação ganha um novo peso. Esclarecer, enquadrar e, muitas vezes, contrariar a desinformação são agora preocupações inegociáveis.
As redes sociais como espaço de divulgação científica
Para além da comunicação imediata, as redes sociais tornaram-se veículos indispensáveis na difusão do conhecimento científico. Um estudo publicado na revista Comunicação Pública, do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL), destaca precisamente o contributo destas plataformas para aproximar a ciência da sociedade, o que permite que a informação especializada chegue a públicos mais amplos.
Em muitos casos, o primeiro contacto com determinados temas científicos acontece apenas através de conteúdos partilhados online. Este cenário cria uma oportunidade importante para as sociedades científicas divulgarem de forma clara as suas investigações, recomendações clínicas ou dados relevantes, para que seja fortalecida a compreensão pública sobre questões de saúde.
O desafio da visibilidade num ambiente digital competitivo
Apesar das oportunidades mencionadas, a presença digital das sociedades científicas continua a enfrentar alguns desafios. Um dos mais evidentes é a visibilidade.
Uma análise recente sobre o posicionamento digital de sociedades científicas, publicada pela Cícero Comunicación, mostra que muitas destas organizações ainda têm uma presença relativamente limitada nas redes sociais quando comparadas com outros autores do ecossistema digital, como criadores de conteúdo ou influenciadores na área da saúde.
Em contrapartida, o meio digital é dominado por conteúdos rápidos, visuais e pensados para gerar interação imediata, o que pode fazer com que as mensagens mais técnicas ou institucionais tenham maior dificuldade em destacar-se. Por este motivo, muitas organizações científicas são obrigadas a repensar como apresentam a sua informação e mensagens, procurando formatos mais acessíveis sem comprometer o rigor científico.
Aproximar especialistas e público
Outro aspeto relevante está relacionado com a proximidade com o público. As redes sociais criam possibilidades de interação entre especialistas e cidadãos, onde é possível esclarecer dúvidas, partilhar recomendações ou contextualizar temas científicos que surgem frequentemente na esfera pública.
A investigação realizada na área da comunicação em saúde tem mostrado que este tipo de presença digital pode contribuir para melhorar a literacia em saúde e reforçar a confiança nas instituições científicas. Quando a informação credível é comunicada de forma acessível e consistente, torna-se mais fácil refutar conteúdos pouco rigorosos ou falaciosos que também circulam no digital.
Na Miligrama Comunicação em Saúde, trabalhamos precisamente neste cruzamento entre ciência, comunicação e conteúdos digitais, para ajudar as organizações da área da saúde a transformar informação científica em conteúdos apelativos para diferentes públicos. Saiba mais sobre os nossos serviços em: https://www.miligrama.pt/#servicos







