Este artigo foi escrito por Joana Matos, estagiária na Miligrama
Tempo de leitura: 8 horas
Introdução
O livro “5 Lições de Storytelling – Fatos, Ficção e Fantasia”, de James McSill, explora a importância das histórias na forma como pensamos, ouvimos e comunicamos. Ao longo de cinco lições, o autor mostra como as histórias podem ajudar a organizar ideias e tornar as mensagens mais eficazes.
Pontos positivos
- Reflexão – A primeira lição, “O que me faz pensar”, mostra como as histórias influenciam a forma como interpretamos a realidade e atribuímos significado ao que nos rodeia.
- Escuta – “Ouve lá o que te digo” destaca a importância de saber ouvir. Uma comunicação eficaz começa por compreender o outro e aquilo que pretende transmitir.
- Interpretação – “Sim… não… talvez” lembra-nos que nem todas as situações têm respostas simples e que a forma como interpretamos uma mensagem também depende do contexto.
- Estrutura – “Estruturar para quê?” mostra que organizar uma história é essencial para transmitir uma mensagem de forma clara e conduzir o público até à ideia principal.
- Narrativa – “Como se manifestam as estórias?” explora as diferentes formas que uma história pode assumir, mostrando que o storytelling pode estar presente em vários formatos de comunicação.
Pontos a melhorar
A obra poderia aprofundar a aplicação prática do storytelling aos meios digitais, nomeadamente às redes sociais, ao vídeo e a outros formatos de comunicação emergentes. Seria igualmente interessante explorar a sua utilização em setores específicos, com exemplos concretos que permitissem perceber como adaptar as técnicas de storytelling a diferentes públicos e objetivos.
Considerações finais
“5 Lições de Storytelling – Factos, Ficção e Fantasia” mostra-nos que contar histórias vai muito além de construir uma narrativa: implica saber pensar, ouvir, interpretar e estruturar uma ideia para que esta faça sentido junto de quem a recebe.
Para a Miligrama, esta perspetiva é particularmente relevante na Comunicação em Saúde. O storytelling pode ser uma ferramenta para tornar temas complexos mais próximos e fáceis de compreender, sem simplificar em excesso ou comprometer o rigor científico. É, sobretudo, uma forma de pensar a comunicação a partir de quem está do outro lado e de encontrar diferentes formas de despertar interesse por temas que, à partida, podem parecer distantes ou difíceis.







