Este artigo foi escrito por Jéssica Sousa, estagiária na Miligrama.
Ao longo do ano, o calendário assinala várias datas dedicadas a temas de saúde, tais como: o Dia Mundial da Luta contra a SIDA, o Dia Mundial Sem Tabaco, entre outras. Mais do que simples marcos, estas efemérides representam oportunidades-chave para destacar mensagens importantes e mobilizar diferentes públicos.
Quando associadas a campanhas de saúde, estas datas aumentam a visibilidade dos temas, facilitam o envolvimento da comunicação social, de profissionais e especialistas, e incentivam a participação da população. Estudos mostram que iniciativas lançadas em momentos estratégicos podem informar, consciencializar e até levar à mudança de comportamentos. A Organização Mundial de Saúde recomenda, inclusive, o aproveitamento destas datas para reforçar o diagnóstico precoce, melhorar o acesso à prevenção e elaborar respostas mais eficazes.
Essas transformações não ocorrem apenas pela exposição direta às mensagens. Também o aumento das conversas em torno do tema, entre amigos, familiares ou colegas, pode reforçar a mensagem e influenciar mudanças de hábitos. Quando certos comportamentos se tornam mais comuns em grupo, seja em casa ou no local de trabalho, há maior probabilidade de serem replicados. Além disso, campanhas com maior alcance podem promover o debate público e influenciar políticas de saúde.
No fundo, as efemérides podem ser encaradas como “amplificadores temporários”, na medida em que mobilizam parceiros e promovem ações no terreno durante um período de tempo limitado. Um exemplo claro é o Dia Mundial das Hepatites, assinalado a 28 de julho. Esta comemoração chama a atenção para uma doença que, muitas vezes, passa despercebida. Ao ser usada como base para ações de rastreio ou de prevenção, torna possível alcançar mais pessoas e gerar maior impacto.
Apesar do seu efeito poder ser limitado no tempo, as efemérides constituem ferramentas poderosas para dar voz a temas essenciais de saúde pública. Aproveitar estas ocasiões para lançar campanhas estratégicas pode aumentar a consciencialização, mobilizar a sociedade e inspirar mudanças com efeitos duradouros no quotidiano.







